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terça-feira, 17 de abril de 2012

M50 - Moganshan Lu nº50, Shanghai



Nova York tem o Meatpacking District. Londres, o Hoxton. Xangai tem o Moganshan Lu (Lu, Rua em mandarim). Embora seja conhecido como Rua, este parque industrial repleto de armazéns junto ao rio Suzhou, foram no passado uma boa alternativa para as altas rendas pagas pelos artistas em ambientes pequenos, noutros bairros da cidade. Esta região, que desde 1930 abrigava somente antigos depósitos e fábricas, começou a tornar-se mais artística em 2000 quando um artista oriundo de Xangai, Xue Song, reformou um dos espaços , mudando-se para lá.

Também conhecida por M50 (Moganshan nº50), conheceu então uma enorme transformação. Aqui começou a grande revolução na expressão artística de Xangai – agora em alta - com a abertura de estúdios de grandes nomes da arte mundial.
Zhou Tiehai, Gu Wenda e Wang Xingwei, são alguns desses nomes orientais, entre tantos outros ocidentais.

Começava a peregrinação para jovens artistas, “art dealers” e apreciadores de Arte Contemporânea, Graffiti e obviamente Pop Art chinesa.
Actualmente, para além de lojas para iniciantes nas artes, boutiques de design locais, móveis art deco e cafés, existem galerias de arte contemporânea como a Shine Art Space, a M97 e a muy famosa  ShanghART.
Nesta 'minha' Ásia familiar, um local artisticamente mágico a visitar...

FerdoS

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Museu Guggenheim - Bilbao



Agosto. 2009. País Basco. Bilbau.
Sigo pelo meio, bem dentro do jardim, em passos apressados.
À direita tenho a ciclo-via, com skaters e patins alinhados.
Na minha esquerda o rio Nervión, a correr para o Cantábrico mar.
Impaciente, acelero o caminhar, olho para a frente e... Woow!
Não existe foto que se possa aproximar!
Contorno-o sem o brilho nos olhos apagar...
Espanto-me com a gigantesca aranha de Louise Bourgeois
e sorrio com o 'Cachorro' florido de Jeff Koons quase animado.
Tarjeta comprada e segurança apertada. Galerias a percorrer...
Carros suspensos no átrio ou toneladas de metal em espiral.
Colecções Guggenheim ou Instalações de Jenny Holzer.
Audios e videos no artisticamente ensinar.
Richard Serra e o seu The Matter of Time...

 


Mas, ao avistar figuras/esculturas em argila da China milenar,
o barco 'encontrado' e mais de quarenta peças diversas,
eis que surge o momento de supra-magia no ar!...
O destaque do museu, para o segundo e terceiro trimeste deste ano,
explorava o vocabulário visual e conceptual do grande Cai Guo-Qiang
e os seus quatro domínios: desenhos à base de pólvora de canhão,
 projectos de explosões, as instalações e os projectos sociais,
tudo acompanhado com uma grande vertente multimédia.
 Numa próxima vez debruçar-me-ei mais pormenorizadamente
sobre a obra deste grande artista chinês que foi o pilar da equipa
creativa que realizou a abertura dos Jogos Olimpicos de Pequim 2008!
Impressionado...deixo-vos com o nome da exposição a que assisti...
I Want to Believe!

FerdoS