Mostrar mensagens com a etiqueta Acreditar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Acreditar. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estruturas Para Uma Revolução...


Escrevia assim um velho jornalista: 
"Há muito tempo atrás, existiu uma Época em que Acreditar era palavra-mor e Criar era essa acção em nome de um Crer grandioso... Nesse mesmo tempo, nesse mesmo lugar, um pequeno grupo de jovens guerreiros partiu numa demanda sem fim... Acreditavam que o mundo real não teria que ser necessariamente todo igual, em tons de cinza acizentado, de branco opaco, de escuro preto, enfim... assim! 
E, sem hesitar, Acreditando e Criando, resolveram-no transformar!" 


"Pintaram, coloriram, instalaram, chocaram!... E diziam os mortais que até agradaram!
A diferença não consegue passar indiferente... E registada terá ficado.
 O tempo passou, as vontades, e o mundo mudou... e, para alguns, o opaco-escuro-cinza venceu! 
Para esses, o Acreditar fundiu-se nas trevas de um Festim  de Burroughs...
De entre esses, uma porção, escolheu o mais simples, ser igual ao igual, 'Choose Life!', gritavam, seguindo o lema final daquele Underground...
E, nesse antigo Acreditar, sobreviveu um adormecido guerreiro, agora desperto gladiador, e é desse homem que vos queria falar... "
(A sua história foi então narrada numa longa jornada, digna de destaque nas páginas centrais)  

 

...
"A essa demanda deram um nome, 'Estruturas para uma Revolução', e nos anais do tempo, conhecida assim ficou, sendo recordada aqui, hoje, por mim."
... 
E esse senhor da escrita, fechou o bloco de notas onde se podia ler IPS na contracapa, e no dia seguinte publicou-a num semanário, percorrendo hoje as bancas perto de mim, de ti, de si.

FerdoS

domingo, 22 de novembro de 2009

Pintar ou Escrever?... Esculpir ou Ensaiar?...



'Ser artista de vanguarda, ainda que de vanguarda em crise,  significa, em primeiro lugar, acreditar no conteúdo da verdade da arte. 
Isto é, acreditar que a arte expressa algo de essencialmente verdadeiro que não pode ser alcançado por outros caminhos. 
Em segundo lugar, significa acreditar que esse algo, uma vez revelado,  
possa mudar a relação entre as pessoas e as coisas.' 

( Lorenzo Mammi - Fragmento do texto "Nuno Ramos" 1994 )
 



...Não valerá a pena 'chamar' Shakespeare... Pois não!
Não será To Be or Not To Be... Não desta vez... Pois não!
Nuno Ramos é, também ele, inúmeros instantes de Criação!...
 Escritor, escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker...
Nascido e criado em São Paulo, começa pela pintura em 1983.
Três anos depois, realiza as suas primeiras Instalações.
Vários trabalhos tridimensionais ir-se-iam seguir.
Emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.
Recebeu, em 2007, o Grand Award da Barnett Newman Foundation.



Passando pela Literatura, fresca fresquinha será a notícia do primeiro prémio arrecadado na Sétima Edição do PT Literatura 2009, com o seu livro Ó. Publicou, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objecto Balada.
Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo.

FerdoS

domingo, 25 de outubro de 2009

Enock Surreal...



Enock Surreal...
Sim, intitulei-o assim.
Talvez devido ao seu trabalho no crú pano,
talvez pelo seu ensino transcendental, talvez...
Silêncios interiores ou equilibrio das cores.
Imposição de mãos ou meditações em movimento.
So che siete!
Grande amigo e companheiro de 'viagens',
fossem elas centúrianas em espadas
ou poéticas em copas, mas sempre presentes e passadas...
Realidade irreal, pincelada num futuro crente...  
Sapere!




Dedicatória curta para um mestre-cavaleiro,
de tintas ou palavras, de forças e certezas,
que um dia ergueu o seu templo, o seu Acreditar,
bem no epicentro do amor que o iria encontrar.
Vero! 
Nas surreais ou expressionistas telas, nas páginas amarelecidas,
 na ponta de uma tesoura ou no gume de uma Gladius...Criemos!
Seja na Terra, no Ar, na Água ou no Fogo,
criemos o Quinto Elemento!
 E que o seu templo possa para sempre perdurar!
Grazie compagno per tutti i tempi. 

FerdoS



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Matóri... Mundo este... O seu!...



Fixemos este mundo!
Matóri... O seu.
Amigo de longa data. Amigo de grandes cruzadas.
Expos partilhadas. Primeiros passos trocados.
Amigo das Artes. Amigo meu.
Criou o seu próprio estilo, o seu traço, o seu marcar...
Pintura, poesia, música, escultura e até alquimia.
Senhor da Instalação!...
Relembremos as 'Estruturas para uma Revolução'...
Multifacetado e curioso em tantos saberes, como Leonardo.
O seu nome... Marco Dias.

 

Ainda recordo o seu primeiro grande dia...
O dia em que vendeu a sua mais bela tela,
a mesma que lhe consumiu dias, semanas e meses,
a mesma que ele garantiu tê-lo enfeitiçado!
A mesma que lhe deu bom dinheiro.
A mesma que na capital ficou.
Poderosa senhora que o aprisionou!
A partir desse dia ele renasceu...
...Acreditou...
...e o mundo Matóri apareceu.

 

Percorria a Serra-Mãe e, caminhando e colhendo no entender,
juntava flores, aromas e sabores,
e no almofariz criava as suas cores.
Alquimias inatas num passado presente.
Forte personalidade... verdadeira Alma de artista.
Perdeu-se no seu encontrar, voltou a viver e, mais tarde,
mais uma vez, voltou a desaparecer.
Como os seus criados guerreiros, voltará!
Acredito!
Caro amico... Cari amici...
Hoje, esta nova entrada, é para ti.

FerdoS

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Museu Guggenheim - Bilbao



Agosto. 2009. País Basco. Bilbau.
Sigo pelo meio, bem dentro do jardim, em passos apressados.
À direita tenho a ciclo-via, com skaters e patins alinhados.
Na minha esquerda o rio Nervión, a correr para o Cantábrico mar.
Impaciente, acelero o caminhar, olho para a frente e... Woow!
Não existe foto que se possa aproximar!
Contorno-o sem o brilho nos olhos apagar...
Espanto-me com a gigantesca aranha de Louise Bourgeois
e sorrio com o 'Cachorro' florido de Jeff Koons quase animado.
Tarjeta comprada e segurança apertada. Galerias a percorrer...
Carros suspensos no átrio ou toneladas de metal em espiral.
Colecções Guggenheim ou Instalações de Jenny Holzer.
Audios e videos no artisticamente ensinar.
Richard Serra e o seu The Matter of Time...

 


Mas, ao avistar figuras/esculturas em argila da China milenar,
o barco 'encontrado' e mais de quarenta peças diversas,
eis que surge o momento de supra-magia no ar!...
O destaque do museu, para o segundo e terceiro trimeste deste ano,
explorava o vocabulário visual e conceptual do grande Cai Guo-Qiang
e os seus quatro domínios: desenhos à base de pólvora de canhão,
 projectos de explosões, as instalações e os projectos sociais,
tudo acompanhado com uma grande vertente multimédia.
 Numa próxima vez debruçar-me-ei mais pormenorizadamente
sobre a obra deste grande artista chinês que foi o pilar da equipa
creativa que realizou a abertura dos Jogos Olimpicos de Pequim 2008!
Impressionado...deixo-vos com o nome da exposição a que assisti...
I Want to Believe!

FerdoS