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quinta-feira, 28 de junho de 2012

René & Georgette Magritte


At the age of 16, René Magritte met Georgette Berger, the girl who would be his future wife and creative muse. A year later, in 1914, he left Georgette behind, and he enrolled at the Academy of Fine Arts in Brussels to learn how to paint with all the "proper" techniques usually attributed to artists who worked in the figurative style, his plan was to master these techniques before breaking free of them. He would not see his beloved Georgette again until 1920, when by chance he would meet her at an art supply store. In the fall of 1923, René married Georgette, a wallpaper artist, and, by the way, René Magritte was a surrealist and dadaist artist ;)


The Lovers - 1928

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

...como algo que provoca extremo prazer!


Passado.
Estamos em 1980. Atrevendo-se a enveredar por um negócio com forte concorrência, um jovem com apenas 18 anos, deixa de ser um simples coleccionador de Comics e abre a sua livraria, completamente dedicada a essa temática.
Quatro anos depois, e após conhecer as atribulações próprias de qualquer negócio, Benedikt adquire 40 mil exemplares de um livro sobre Magritte. Foi um êxito total, o que tirou a empresa de apuros e abriu caminho a nova política editorial. Um ano depois é publicado o primeiro título de arte, da série de pequenas dimensões, dedicado a Picasso.
Desde aí, a Taschen conheceu um êxito internacional, com um slogan muito convidativo:
“ Nunca as obras de arte custaram tão pouco”


Presente.
Benedikt Taschen têm quarenta e muitos anos, cabeça raspada, irónico até o último fio de cabelo, é milionário a ponto de morar numa mansão em Colónia e ostentar uma das mais respeitadas colecções europeias de arte contemporânea. Paradoxalmente, abomina gastar dinheiro com automóveis e tem uma relação algo desligada com a moda.
Actualmente, a Taschen, publica em mais de 20 idiomas e já possui livrarias próprias e edita, com especial notoriedade para a Arte, Fotografia, Design e Arquitectura, lançando para o mercado os mais diversos temas, sejam eles sexo, poesia,  cenas dos filmes de Stanley Kubrick, fotos feitas com máquinas Polaroid, o interior das casas suecas e o exterior das obras de Frank Lloyd Wright. São livros que podem exibir porcelanas da dinastia Ming mas também brinquedos de latão da antiga Alemanha Oriental. A regra, se é que ela existe, é única: os volumes devem ser atraentes. De resto, vale tudo.  
“Quem gosta de ver livros certamente os lerá em seguida”.


Quando induzido a comentar o tom sempre provocativo do catálogo, ele simplesmente responde: “Não creio que seja assim, a não ser que entendamos a expressão provocativa como algo que provoca extremo prazer”.
Como diria Fernando Pessa 'E esta hein?!'
...
E o futuro?
O futuro... Bom, esse aos Deuses do Olimpo pertencerá!

FerdoS

sábado, 16 de janeiro de 2010

Números y Constelaciones en el Amor con una Mujer...



Situada no alto do Parque Montjuic, temos a sua fundação, a Fundació Joan Miró. Local que tentei visitar por duas vezes e que, por não pontualidade inglesa, me deixou apenas na entrada. Os seguidores de Evão e Ada lembrar-se-ao d'Una Ponte Catalan. Mas hoje falamos aqui do artista e não da sua fundação e muito menos das minhas assincronias...
...
Estávamos no ano de 1893 e na bela Barcelona nasceria um filho de relojoeiro que se viria a tornar um dos maiores artistas plásticos do Século XX. E como nem sempre filho de peixe sabe nadar, Joan foi pressionado desde tenra idade para seguir o oficio de família, desagradando-o e colocando-lhe uma enorme depressão em cima. - "Comum nos grandes artistas!" - Sim, tens razão.
A doença obrigou-o a deslocar-se para Tarragona, onde se dedicaria inteiramente à pintura, e aonde voltaria, mais tarde, frequentemente em busca de inspiração. Frequentou a Escola de Belas-Artes da capital catalã e a Academia de Gali. Em 1919, depois de completar os seus estudos, visitou Paris, onde entrou em contacto com as tendências modernistas como os Fauvismo e Dadaísmo. Acaba por se instalar em Paris onde encontra Picasso, Maurice Raynal, Reverdy, Trisan Tzara e Max Jacob. Após um período caracterizado por um intenso realismo, acaba por conhecer o fundador do movimento em que trabalharia toda a vida, André Breton, entre outros artistas surrealistas, participando na primeira exposição surrealista em 1925. Trabalhou no mundo do teatro e da dança, iniciando-se com a cenografia, juntamente com Max Ernst, de Romeu e Julieta para o Ballet Russo.

 

A mente de Miró mostrou-se muito criativa ao longo de sua vida. Durante os seus estudos de arte treinava, por orientação dos seus professores, a desenhar objectos que conhecia apenas através do tacto. De olhos vendados, era-lhe dado um objecto e depois desenhava-o para se libertar da aparência real das coisas. Também treinava pintando paisagens gravadas na sua mente. Por vezes, percorria um novo lugar, observava-o e depois voltava para o atelier para começar a trabalhar. Talvez devido a esses exercícios, somados a uma tendência natural, tenham feito de Miró uma mente privilegiada.
Deixou-se influenciar por todas as correntes de arte com que tomou contacto, Cubista, Surrealista, Abstraccionista, sendo facilmente assimiladas nos seus trabalhos, onde tudo ia sendo absorvido, processado, misturado, temperado e apresentado, como uma maneira própria e extremamente rica de interpretar o mundo. Miró procurava mostrar a realidade de uma forma simplificada, quase infantil, simbólica, sem a complexidade e o mistério de um surrealismo tipo Salvador Dali ou René Magritte.
Em 1941, concebeu a sua mais conhecida e bela obra 'Números e constelações em amor com uma mulher'. A sua grande criatividade conduziu-o a experimentar em campos tão diversos como gravura, cerâmica, escultura e tapeçaria. Criador de novas técnicas nos trabalhos de cerâmica e de uma maneira peculiar de exercer o ofício de pintor, Miró foi premiado, agraciado com títulos e homenageado nos quatro cantos do mundo, superando amplamente todas as dificuldades iniciais encontradas na juventude e no início da idade adulta. No fim da sua vida reduziu os elementos da sua linguagem artística a pontos, linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto, ficando esta ainda mais Naif. Com 90 anos, acabou por falecer em Palma de Maiorca, curiosamente num dia de Natal.
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Els números i les constelacions en l'amor amb una dona!
 Obviamente que me identifico com Joan, com Miró, com a sua inspiração...
Na Simbologia, nas Constelações...  No Todo que é O Amor A Uma Mulher!

FerdoS