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quarta-feira, 3 de março de 2010

Estruturas Para Uma Revolução...


Escrevia assim um velho jornalista: 
"Há muito tempo atrás, existiu uma Época em que Acreditar era palavra-mor e Criar era essa acção em nome de um Crer grandioso... Nesse mesmo tempo, nesse mesmo lugar, um pequeno grupo de jovens guerreiros partiu numa demanda sem fim... Acreditavam que o mundo real não teria que ser necessariamente todo igual, em tons de cinza acizentado, de branco opaco, de escuro preto, enfim... assim! 
E, sem hesitar, Acreditando e Criando, resolveram-no transformar!" 


"Pintaram, coloriram, instalaram, chocaram!... E diziam os mortais que até agradaram!
A diferença não consegue passar indiferente... E registada terá ficado.
 O tempo passou, as vontades, e o mundo mudou... e, para alguns, o opaco-escuro-cinza venceu! 
Para esses, o Acreditar fundiu-se nas trevas de um Festim  de Burroughs...
De entre esses, uma porção, escolheu o mais simples, ser igual ao igual, 'Choose Life!', gritavam, seguindo o lema final daquele Underground...
E, nesse antigo Acreditar, sobreviveu um adormecido guerreiro, agora desperto gladiador, e é desse homem que vos queria falar... "
(A sua história foi então narrada numa longa jornada, digna de destaque nas páginas centrais)  

 

...
"A essa demanda deram um nome, 'Estruturas para uma Revolução', e nos anais do tempo, conhecida assim ficou, sendo recordada aqui, hoje, por mim."
... 
E esse senhor da escrita, fechou o bloco de notas onde se podia ler IPS na contracapa, e no dia seguinte publicou-a num semanário, percorrendo hoje as bancas perto de mim, de ti, de si.

FerdoS

domingo, 10 de janeiro de 2010

Junto ao Tamisa, quisera eu Tatear!...



Junto ao Tamisa...
Nesse cinzento e fresco Outubro... Quisera eu Tatear!
(Tatear?!... O novo acordo ortográfico até que deu jeito neste caso!)
Por aqui passeávamos, eu e os meus frescos afilhados, The Pebble Family! :)
 Moderno e contemporâneo, na sua frente abrandamos e por fim paramos...
Tate Modern London, aqui estamos!
Nesse ano, nesse mês, nesse dia, mesmo ali, junto ao homem que queria no verde nadar, a Ementa dizia...
...
 Louise Bourgeois, uma das mais famosas escultoras deste nosso planeta azul. Ao longo da sua carreira percorreu vários movimentos artísticos Avant-Garde, desde o Abstraccionismo até ao Realismo.
Os seus trabalhos abrangem os mais diversos materiais; gesso, látex, tecido, madeira, luzes, bronze, mármore, espelhos, etc.
Lembram-se da Aranha do Guggenheim em Bilbau?!... Louise, oui!



Nesse londrino cardápio podíamos ler a seguir...
...
Hélio Oiticica, pintor e escultor, um dos artistas mais revolucionários do seu tempo, toda a sua obra experimental e inovadora é prova disso mesmo. Foi mestre na composição abstracta e na instalação, sendo o fundador do Grupo Neoconcreto, e criador da escultura móvel Parangolé!!!
...
Nos Poetry and Dream Collection e Turbine Hall, exibiam-se os trabalhos e as esculturas/instalações da colombiana Doris Salcedo, grande utilizadora de móveis e diversas peças de mobiliário nas suas esculturas, substituindo-lhes o ar familiar, pelo mau estar e algum horror!



E tanto e tanto que um Tate tem para nos dar...
Junto ao Tamisa...
Junto ao Tamisa, quisera eu entrar!

FerdoS

domingo, 22 de novembro de 2009

Pintar ou Escrever?... Esculpir ou Ensaiar?...



'Ser artista de vanguarda, ainda que de vanguarda em crise,  significa, em primeiro lugar, acreditar no conteúdo da verdade da arte. 
Isto é, acreditar que a arte expressa algo de essencialmente verdadeiro que não pode ser alcançado por outros caminhos. 
Em segundo lugar, significa acreditar que esse algo, uma vez revelado,  
possa mudar a relação entre as pessoas e as coisas.' 

( Lorenzo Mammi - Fragmento do texto "Nuno Ramos" 1994 )
 



...Não valerá a pena 'chamar' Shakespeare... Pois não!
Não será To Be or Not To Be... Não desta vez... Pois não!
Nuno Ramos é, também ele, inúmeros instantes de Criação!...
 Escritor, escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker...
Nascido e criado em São Paulo, começa pela pintura em 1983.
Três anos depois, realiza as suas primeiras Instalações.
Vários trabalhos tridimensionais ir-se-iam seguir.
Emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.
Recebeu, em 2007, o Grand Award da Barnett Newman Foundation.



Passando pela Literatura, fresca fresquinha será a notícia do primeiro prémio arrecadado na Sétima Edição do PT Literatura 2009, com o seu livro Ó. Publicou, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objecto Balada.
Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo.

FerdoS