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sexta-feira, 12 de março de 2010

Corredor de Celas...

( Corredor de Celas - 1993 - 95x95 - Colecção privada 8396 )
ϜSΣRRANΦ ©

Humanos!... HUMANOS!!... HUMANOS!!!
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"The cells were dirty and the corridors and stairwells were littered with rotting refuse. Moreover, notwithstanding the concerted cleaning efforts which prisoners claimed had taken place immediately prior to the delegation's visit, the communal lavatories in the unrenovated Wings were in an irredeemably feculent condition."
 
in European Convention for the Prevention of Torture and Inhuman or Degrading Treatment or Punishment
...
Corredor de Celas
Pobres os que o habitam, de paz e de espírito, de fortuna, pois de Direitos Humanos aqui falamos.

FerdoS

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Guyaco...

( Guyaco - 1993 - 120x80 )
ϜSΣRRANΦ ©

Numa época em que tanto se fala em reciclagem, e a Mãe agradece, pensei em recordar um velhinho quadro de 93. Utilizando madeira de pequenos contentores inutilizados, ripas que já não tinham a quem pertencer, aparas e parafusos singulares, restos de tintas e vernizes de latas passadas, adicionou-se umas quantas chaves de baús já perdidos, e assim o Guyaco nasceu!
Shiuuu...
Tal como esses baús que transportaram segredos que apenas podemos tentar imaginar, também a reciclagem nos deixa a 'Magicar'! Não, claro que não sou contra, como poderia ser! Mas, sejamos sinceros, além de proceder a uma pré-selecção doméstica, ainda temos que a duplamente pagar?!... Basta olharmos com atenção para a folha mensal que nos chega da empresa fornecedora do bem mais precioso.
Lixo variável e lixo fixo doméstico, e o 'Recycle Bin' estará algures por lá...
Ouço alguém ranger os dentes e ditar "É para pagar a recolha!", e eu respondo "Serviços municipaliz...?!... Está bem tá!".
Como diria Manu Chao 'Politik Kills'... me!!!
Talvez esteja frágil com uma cifra sui generis que despendi nos últimos dias, talvez!
Enfim... O melhor será mesmo reciclar, sem MAS, e uns novos Guyaco poderão aparecer.
Uma questão ficou-me ainda a pairar...
Mãe... Será que posso reciclar tudo o que me pareça inutilizável?! :)

FerdoS

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Forjado em brasas... Leviathan!

( Leviatã - 1992 )
ϜSΣRRANΦ ©

 "Hellraiser inicia com Frank Cotton comprando a um mercador uma antiga relíquia em forma de cubo, conhecida como a Configuração do Lamento. Segundo a lenda, este cubo é capaz de abrir uma passagem para um reino de prazer sensual inimaginável. Em troca do prazer, o cubo exige a alma do utilizador. Assim que Frank resolve o quebra-cabeça e abre o cubo, ele entra numa outra dimensão povoada pelos Cenobitas, criaturas deformadas, vestindo couro preto, que sentem prazer na dor. Só então Frank percebe que a noção de 'prazer' dos Cenobitas não é a mesma que a sua. Ganchos e correntes saem da escuridão, rasgando a carne de Frank e partindo o seu corpo em pedaços. Frank é condenado a uma eternidade nessa outra dimensão, experimentando simultaneamente tortura e prazer... Na última cena do filme, o cubo está de volta às mãos do mesmo mercador que vendeu a caixa a Frank no início. O mercador pergunta a um possível comprador a frase seminal do filme: 'O que lhe dá prazer, senhor?'." - in Wikipedia
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Leviatã (Leviathan ou Leviatha) é dado na demonologia como um dos quatro príncipes coroados do inferno. É o monstro marinho bíblico, de enormes proporções e rei de todas as criaturas do mar. O seu nome vem do hebraico, e significa literalmente; Serpente Tortuosa, uma referência tanto a sua natureza animalesca como ao seu aspecto oculto. Seu arquétipo refere-se a brutalidade, ferocidade e aos impulsos mais selvagens e não contidos da humanidade.
A descrição visual de Leviatã é sempre a de uma criatura abissal de proporções gigantescas. Segundo os escritos de La Légende Dorêe, datados de 1518, Leviatã é comparável a um dragão, metade besta e metade peixe, muito maior que um boi e absurdamente mais comprido e rápido que um cavalo. Seus dentes são agudos como espadas e possui chifres em ambos os lados da cabeça. O Dicionário Judaico de Lendas e Tradições afirma que os olhos do Leviatã iluminam o mar a noite e podem ser vistos a milhas de distância. A água ao seu redor ferve com o hálito quente de sua boca, o que o faz ser sempre acompanhado de cortinas de vapor escaldante.
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Durante as grandes navegações do século XIV e XV, Leviatã personificou o medo do Mar e do desconhecido. Nesta época não foram poucos os relatos de que tripulações inteiras dragadas por este ser, que era tido como a besta marinha por excelência que se escondia nas tempestades, destruía portos inteiros e afundava as embarcações.
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E assim foi forjado em brasas este vermelho Leviatã!

FerdoS

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Retrato de Família de Abertura Fácil...


(  Retrato de Família de Abertura Fácil - 1994 - Colecção privada 6153 )
ϜSΣRRANΦ ©

E hoje...
Hoje apetece-me apenas Estar...
Hoje apetece-me apenas Ser...
Hoje apetece-me apenas Aquecer o meu coração e Viver!
Inspirado, talvez, numa viajada tela naif, talvez...
Inspirado, talvez, num retrato de familia, talvez...
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Como é simples recordar esses primeiros traços, esses acordes de uma melodia que nos faz sonhar, pauta desenhada em breves e semi-breves, com colcheias e claves de sol a acompanhar...
Noutros tempos, noutro lugar...
Como é simples e ingénuo recordar.
'Naif Sensação!'... Podes crer!
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Hoje apetece-me apenas imaginar como será um simples retrato familiar...
Hoje apetece-me apenas Estar...
Hoje apetece-me apenas Ser...
Só por hoje, assim me chamarei...
Retrato de Família de Abertura Fácil.

FerdoS

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Magrebinus Navegar...

( Magrebinus - 1996 - 80x60 )
ϜSΣRRANΦ ©

Percorramos Cartago ou Fez, Tripoli ou Constantina...
Vamos...
Por um instante...numa tela...nesta tela...Viajemos!
Sintamos as suas lendas, os seus contos, as suas Mil e Uma Noites...
Vistamos o Djellaba ou coloquemos o Keffiyeh...
Não é necessário um apressar...
Dirás que temos todo o tempo do deserto para nos abençoar...
Dirás...
Sim, escuto esse silêncio ancestral como escuto o burburinho
que julgo sentir ao entrar numa Medina antes do luar..
Pôr-do-sol...
Escuto... Observo... Sinto-te...
Num Derija de Magrebinus expressar, deixo-me navegar
por ondas de quentes grãos, longe do azul, longe do mar
e onde o céu me sussurra num arábico cativante
"Haaabibi..."
E nessa noite...com um cruzeiro pelo sagrado Nilo fui sonhar...

FerdoS

domingo, 11 de outubro de 2009

Alquimias Reveladas...

( Alquimias Reveladas - 1996 - 80x60 )
ϜSΣRRANΦ ©

Sendo ela a Medicina Universal,
a Arte Hermética ou a busca da misteriosa Pedra Filosofal,
hoje a Arte Real passou de uma ciência oculta
para uma ciência que coabita com os mais galardoados cientistas
e as mais famosas instituições,
refiro-me obviamente à Alquimia.
Alquimias Reveladas que, sem coincidências,
rima com muitas vidas passadas.
Sorrimos, mais uma vez, ao pensar em Leonardo.
Com tintas e cartões, pós e apáras de madeira,
vernizes, arames e outras poções,
lá voltamos nós ao mundo das grandes questões.

FerdoS

sábado, 10 de outubro de 2009

Ter-me-ei esquecido de algo?!...

( Amnésia 1993 - 120x80)
ϜSΣRRANΦ ©

 Fixo este quadro!
Hummm...
Não é tela e, não me parece pintado!
Parece-me estranhamente familiar,
como se o tempo o me pudesse apagar.
Toco-lhe...
Suavemente de mim, rugosamente de si.
Sinto-o.
Relembro uma frase que consigo associar
'Mármore em pó e vernizes a entranhar'
Hummm...
Identifico esse momento, essa forma de expressar.
Recordo essa criação e o prazer da sua finalização.
Sim, afinal não era fácil o seu nome chegar,
pois Amnésia não é boa palavra para se lembrar.

FerdoS

Como o Rio que Corre...


( Azul Profundo - 2006 - 80x60 )
ϜSΣRRANΦ ©

Como o rio que corre, que serpenteia pedra após pedra,
que ano após ano percorre o seu caminho,
o de sempre, da nascente até à foz,
assim é este meu Azul Profundo.
Uma estranha sensação de infindável dedicação,
de enigmas e símbolos que um dia julguei encontrar-lhes uma razão.
Sorrindo na alma e escutando o coração,
julgo ter encontrado em mim o seu motivo
e certamente a sua procurada e desejada conclusão.
Que assim seja... minha inspiração!

FerdoS