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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Sigur Ros @ Campo Pequeno Lx


O dia de S. Valentim ficou marcado por mais um episódio no já longo romance entre os Sigur Rós e os seus fãs portugueses. Depois do arranque da digressão no Coliseu do Porto, na noite anterior, esta quinta-feira foi a vez do público lisboeta voltar a enamorar-se pelo pós-rock tão singular e único vindo do frio islandês.
Durante quase duas horas, a arena do Campo Pequeno foi palco de um sem número de juras de amor vindas da plateia, sussurradas entre vagas de calma melódica e crescendos de distorção até ao êxtase que emanavam do palco. E, tal como há cinco anos na mesma sala, a caixinha de música chamada Sigur Rós aqueceu os corações dos já apaixonados seguidores.
Blindada por um ténue véu que transformou cada elemento em silhuetas musicadas, a banda islandesa apresentou uma novidade logo ao primeiro tema. A primeira de quatro novas canções estreadas nesta digressão, «Yfirborð» cumpriu o seu papel introdutório a um espetáculo audiovisual rico e com contornos épicos.
Na caixa de pano animada e colorida com projeções, Jónsi Birgisson, Goggi Hólm e Orri Páll Dýrason estiveram acompanhados por uma banda completa que incluiu secções de cordas e de metais, numa sobreposição perfeita de camadas sonoras.


Resgatada ao cada vez mais longínquo ano de 1999, «Ný Batterí» partiu da distorção das cordas rasgadas pelo arco de Jónsi - uma silhueta negra quase diabólica - e seguiu calmamente o seu destino até ao despertar rítmico da bateria de Orri.
Já a descoberto, cara a cara com uma plateia que encheu a arena para escutar quase silenciosamente cada melodia, os Sigur Rós foram reacendendo as paixões do público por temas mais antigos, como «Sæglópur» e «Hoppípolla», e saíram vitoriosos com novas conquistas ao som do recente «Varúð» (o único tema do último disco) e do novo e elétrico «Brennisteinn».
A corrida final desenfreada nos pratos da bateria em «Glósóli» também arrancou longos aplausos durante a primeira hora e meia de concerto.
No encore, um «Svefn-g-englar» cantado na voz quase angelical de Jónsi, e o crescendo até ao clímax explosivo de «Popplagið» foram as pinceladas finais num bonito quadro pintado com emoções que vão muito para além de qualquer barreira linguística entre o português e o islandês (ou o vonlenska, idioma criado pela própria banda).
E por isso mesmo, nem foram precisos muitos agradecimentos verbais, salvo um ou outro «thank you» vindo de Jónsi. As palmas e os sorrisos estampados nas caras de um lado e do outro diziam tudo. Foi uma boa noite no Campo Pequeno e mais uma história de amor com final feliz.


Words: João Carneiro da Silva / Photos: Zegenio, João Palma


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Riceboy Sleeps...



Jónsi e Alex...são eles os Riceboy Sleeps.
Um projecto, uma banda, um conjunto de formas de arte e instalações. De estranhas sensações e familiares emoções... Muito muito bom!
Encantam-me os seus quadros, as suas músicas, os seus vídeos, o seu Picture Book...
Ahhh!... Como eu adoro o vosso/meu Picture Book!
Utilizo-o sim, como forma de me inspirar (sorriso).
Um autentico achado, descoberto e logo adquirido no concerto dos seus gémeos e trancendentalmente divinos Sigur Rós, aquando a sua actuação no Campo Pequeno.



A sua forma de compor, de partilhar, de transmitir Esse Sentir, fazem-nos viajar algures entre a infância, que  temos sempre presente na boa memória, e uma outonal idade, essa mesma que nos dá tranquilidade e uma especial forma de saborear a essência da vida, o verdadeiro The Meaning of life, como diriam Terry Gilliam and Friends.

 

Poderia ter optado pelo belo 'Indian Summer', ou mesmo pelo flutuante 'All the Big Trees', mas como desta vez uma imagem vale mil sons, optei por uma sequência de imagens que me satisfaz o meu Heart and Soul.
Apreciem-no... Deliciem-se... Transcendam-se... Sintam-no... Intensamente!

FerdoS