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sábado, 16 de janeiro de 2010

Números y Constelaciones en el Amor con una Mujer...



Situada no alto do Parque Montjuic, temos a sua fundação, a Fundació Joan Miró. Local que tentei visitar por duas vezes e que, por não pontualidade inglesa, me deixou apenas na entrada. Os seguidores de Evão e Ada lembrar-se-ao d'Una Ponte Catalan. Mas hoje falamos aqui do artista e não da sua fundação e muito menos das minhas assincronias...
...
Estávamos no ano de 1893 e na bela Barcelona nasceria um filho de relojoeiro que se viria a tornar um dos maiores artistas plásticos do Século XX. E como nem sempre filho de peixe sabe nadar, Joan foi pressionado desde tenra idade para seguir o oficio de família, desagradando-o e colocando-lhe uma enorme depressão em cima. - "Comum nos grandes artistas!" - Sim, tens razão.
A doença obrigou-o a deslocar-se para Tarragona, onde se dedicaria inteiramente à pintura, e aonde voltaria, mais tarde, frequentemente em busca de inspiração. Frequentou a Escola de Belas-Artes da capital catalã e a Academia de Gali. Em 1919, depois de completar os seus estudos, visitou Paris, onde entrou em contacto com as tendências modernistas como os Fauvismo e Dadaísmo. Acaba por se instalar em Paris onde encontra Picasso, Maurice Raynal, Reverdy, Trisan Tzara e Max Jacob. Após um período caracterizado por um intenso realismo, acaba por conhecer o fundador do movimento em que trabalharia toda a vida, André Breton, entre outros artistas surrealistas, participando na primeira exposição surrealista em 1925. Trabalhou no mundo do teatro e da dança, iniciando-se com a cenografia, juntamente com Max Ernst, de Romeu e Julieta para o Ballet Russo.

 

A mente de Miró mostrou-se muito criativa ao longo de sua vida. Durante os seus estudos de arte treinava, por orientação dos seus professores, a desenhar objectos que conhecia apenas através do tacto. De olhos vendados, era-lhe dado um objecto e depois desenhava-o para se libertar da aparência real das coisas. Também treinava pintando paisagens gravadas na sua mente. Por vezes, percorria um novo lugar, observava-o e depois voltava para o atelier para começar a trabalhar. Talvez devido a esses exercícios, somados a uma tendência natural, tenham feito de Miró uma mente privilegiada.
Deixou-se influenciar por todas as correntes de arte com que tomou contacto, Cubista, Surrealista, Abstraccionista, sendo facilmente assimiladas nos seus trabalhos, onde tudo ia sendo absorvido, processado, misturado, temperado e apresentado, como uma maneira própria e extremamente rica de interpretar o mundo. Miró procurava mostrar a realidade de uma forma simplificada, quase infantil, simbólica, sem a complexidade e o mistério de um surrealismo tipo Salvador Dali ou René Magritte.
Em 1941, concebeu a sua mais conhecida e bela obra 'Números e constelações em amor com uma mulher'. A sua grande criatividade conduziu-o a experimentar em campos tão diversos como gravura, cerâmica, escultura e tapeçaria. Criador de novas técnicas nos trabalhos de cerâmica e de uma maneira peculiar de exercer o ofício de pintor, Miró foi premiado, agraciado com títulos e homenageado nos quatro cantos do mundo, superando amplamente todas as dificuldades iniciais encontradas na juventude e no início da idade adulta. No fim da sua vida reduziu os elementos da sua linguagem artística a pontos, linhas, alguns símbolos e reduziu a cor, passando a usar basicamente o branco e o preto, ficando esta ainda mais Naif. Com 90 anos, acabou por falecer em Palma de Maiorca, curiosamente num dia de Natal.
...
Els números i les constelacions en l'amor amb una dona!
 Obviamente que me identifico com Joan, com Miró, com a sua inspiração...
Na Simbologia, nas Constelações...  No Todo que é O Amor A Uma Mulher!

FerdoS

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Un Monsieur Moleskine...




Quem nunca viu ou possuiu este objecto sem nome?!...
Rectangular e preto. De cantos arredondados
e aconchegado num elástico na mesma cor.
Uma fita marcadora, interior ou exterior, uma bolsa expansível
no recheio e uma lombada costurada que permite que ele
permaneça plano enquanto aberto.
Produzido por um pequeno encadernador francês durante mais
de um século, este companheiro de viagem, de cruzada,
de esboços e anotações, de histórias e idéias, tornar-se-ia lendário.
O seu nome é devido a um tipo de tecido e...e que ele não possui!
Claro que me refiro ao adorado Moleskine.
Percorreu  as mãos e os sentires de artistas e poetas vanguardistas,
imortalizando-se com nomes como Van Gogh, Picasso,
Henri Matisse, André Breton, Ernest Hemingway,
Bruce Chatwin ou Louis Férdinand Céline.



Mas em 1986 a papelaria que os fornecia em Paris
cessou a sua distribuição, ficando-se a saber que o último
fabricante de moleskines, uma pequena empresa familiar
estabelecida em Tours, descontinuara a sua produção
naquele ano, após o falecimento de seu proprietário.
Por incrível que possa parecer a marca Moleskine
foi registrada oficialmente apenas em 1996, por uma
empresa italiana, e voltando a ser lançada dois anos depois.
Mais tarde, em 2006, um fundo de investimento francês
comprou a empresa italiana, voltando assim
o 'Rectangular preto' à sua pátria.
Hoje podemos encontrá-lo nas lojas da especialidade
e até nas grandes superfícies comerciais.
 Em jeito de rodapé, posso afirmar que o Moleskine é:
simples, elegante, bonito e inspirador, 'Un Monsieur' quase perfeito.
E, num esboçado sorriso, sim, também o tenho!

FerdoS