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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

...como algo que provoca extremo prazer!


Passado.
Estamos em 1980. Atrevendo-se a enveredar por um negócio com forte concorrência, um jovem com apenas 18 anos, deixa de ser um simples coleccionador de Comics e abre a sua livraria, completamente dedicada a essa temática.
Quatro anos depois, e após conhecer as atribulações próprias de qualquer negócio, Benedikt adquire 40 mil exemplares de um livro sobre Magritte. Foi um êxito total, o que tirou a empresa de apuros e abriu caminho a nova política editorial. Um ano depois é publicado o primeiro título de arte, da série de pequenas dimensões, dedicado a Picasso.
Desde aí, a Taschen conheceu um êxito internacional, com um slogan muito convidativo:
“ Nunca as obras de arte custaram tão pouco”


Presente.
Benedikt Taschen têm quarenta e muitos anos, cabeça raspada, irónico até o último fio de cabelo, é milionário a ponto de morar numa mansão em Colónia e ostentar uma das mais respeitadas colecções europeias de arte contemporânea. Paradoxalmente, abomina gastar dinheiro com automóveis e tem uma relação algo desligada com a moda.
Actualmente, a Taschen, publica em mais de 20 idiomas e já possui livrarias próprias e edita, com especial notoriedade para a Arte, Fotografia, Design e Arquitectura, lançando para o mercado os mais diversos temas, sejam eles sexo, poesia,  cenas dos filmes de Stanley Kubrick, fotos feitas com máquinas Polaroid, o interior das casas suecas e o exterior das obras de Frank Lloyd Wright. São livros que podem exibir porcelanas da dinastia Ming mas também brinquedos de latão da antiga Alemanha Oriental. A regra, se é que ela existe, é única: os volumes devem ser atraentes. De resto, vale tudo.  
“Quem gosta de ver livros certamente os lerá em seguida”.


Quando induzido a comentar o tom sempre provocativo do catálogo, ele simplesmente responde: “Não creio que seja assim, a não ser que entendamos a expressão provocativa como algo que provoca extremo prazer”.
Como diria Fernando Pessa 'E esta hein?!'
...
E o futuro?
O futuro... Bom, esse aos Deuses do Olimpo pertencerá!

FerdoS

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia de Reis em Florença...



Epifania a Firenze! 
 Questa festività viene rievocata con un corteo chiamato la “Cavalcata dei Magi”.
Assim o sonhei...
Assim o escrevi e pintei...
Assim acordei neste chuvoso dia de brandas palavras...
E assim estou, neste 'Dia de Reis em Florença'.



Agarro neste Taschen, neste Botticelli que me inspira ao regresso...
Saudades... Sim, talvez seja apenas uma bela saudade da Vecchia Firenze...
Nascimento de Vénus. Natividade. Vénus e Marte. A Primavera.
Recordo Sandro e os seus trabalhos...
Os Médicis e o seu vasto conhecimento...
Os Reis Magos e a questão da real cor de Baltazar...
Sorrio e deixo-me ficar...
"Entrando na casa, viram o menino, com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra."



Falemos agora um pouco deste Gran Signore...
Pintor Italiano da segunda metade do Século XV e discípulo de Fra Filippo Lippi. Culto e de temperamento artístico apaixonado, desenvolve uma pintura narrativa e cria a sua própria oficina, começando a trabalhar para os Médicis. Alcança a maturidade com La Primavera e leva a cabo notáveis pinturas murais na La chiesa di Ognissanti de Florença, sua cidade natal. Um ano mais tarde, em Roma, faz parte da equipa encarregada das composições murais para a Capela Sistina.



Regressa a Florença, onde tem numerosas encomendas. Pinta as quatro tábuas da História de Nastagio degli Onesti, seguindo-se uma série referente à Divina Comédia de Dante.
No final da sua vida, deixa de tratar temas mitológicos e profanos e renuncia aos achados da perspectiva, voltando assim a uma pintura medieval.
Contemplemos o notável Sandro Botticelli e o meu Dia de Reis em Florença.

FerdoS