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sábado, 9 de abril de 2011

Message in a Bottle...


Verde floresta, amiga de sempre, 
de volta à clareira, junto todos os pedaços de madeira.
Lianas e trepadeiras, troncos e ramos, 
de volta à clareira, junto todos os achados.

Coloco-lhe um mastro, um novo rumo e uma vela, 
de volta à clareira, junto todos os sonhos.
Aguardo o vento, camisa como vela, 
de volta à clareira, junto uma porção de momentos.

A viagem tende a um inicio, a esperança torna-se desejo, 
de volta à clareira, junto raios de um novo amanhecer...

A foz soluçou e despediu-se. 
Lançados os búzios, a jangada da vida fez-se ao mar... 
Esse mar
 tão turquesa e tão vasto...

Os anciãos, os sábios, os Minóicos, chamam-lhe o centro da terra, 
o centro deste nosso universo, desta nova era, 
local de amores e desamores, de realidades e fantasias, 
diremos apenas... de Sonhos e Mitologias!

Fácil de soletrar, difícil de encontrar.
Navegando sobre um nascer matinal, ela segue o seu rumo
um destino sem destino, um novo porto, 
um crer no chamar, onde seja seguro atracar.

A viagem não foi dada por Cronos, existindo apenas momentos.
Rá aquece cada pedaço desse momento e que força ele possui!
A abundância na alma compensa a carência fisica, 
fome e sede segredam-me palavras rudes...

A linha de terra firme, é absorvida pelo fim do horizonte 
e a pelicula que cobre o meu corpo, muda ao poucos o seu tom.

Mesmo sorrindo, dentro de mim, sinto o teu sal e o teu sol... 

Deitado na húmida madeira, 
olho para a face reflectida no espelho aquático, 
vejo o presente, vejo esse sorriso nesta imensidão, 
vejo um forma esguia a aproximar-se... 

O momento pára! 
Parecendo uma pausa sem fim.

Serás...
Um peixe anjo voador?
Um unicórnio marinho?
Uma sereia familiar?

Ou apenas...
Uma mensagem numa garrafa largada ao mar.

FerdoS

Photo: Tela 'Message In A Bottle' 2010 by Fernando Serrano

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia de Reis em Florença...



Epifania a Firenze! 
 Questa festività viene rievocata con un corteo chiamato la “Cavalcata dei Magi”.
Assim o sonhei...
Assim o escrevi e pintei...
Assim acordei neste chuvoso dia de brandas palavras...
E assim estou, neste 'Dia de Reis em Florença'.



Agarro neste Taschen, neste Botticelli que me inspira ao regresso...
Saudades... Sim, talvez seja apenas uma bela saudade da Vecchia Firenze...
Nascimento de Vénus. Natividade. Vénus e Marte. A Primavera.
Recordo Sandro e os seus trabalhos...
Os Médicis e o seu vasto conhecimento...
Os Reis Magos e a questão da real cor de Baltazar...
Sorrio e deixo-me ficar...
"Entrando na casa, viram o menino, com Maria sua mãe. Prostando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra."



Falemos agora um pouco deste Gran Signore...
Pintor Italiano da segunda metade do Século XV e discípulo de Fra Filippo Lippi. Culto e de temperamento artístico apaixonado, desenvolve uma pintura narrativa e cria a sua própria oficina, começando a trabalhar para os Médicis. Alcança a maturidade com La Primavera e leva a cabo notáveis pinturas murais na La chiesa di Ognissanti de Florença, sua cidade natal. Um ano mais tarde, em Roma, faz parte da equipa encarregada das composições murais para a Capela Sistina.



Regressa a Florença, onde tem numerosas encomendas. Pinta as quatro tábuas da História de Nastagio degli Onesti, seguindo-se uma série referente à Divina Comédia de Dante.
No final da sua vida, deixa de tratar temas mitológicos e profanos e renuncia aos achados da perspectiva, voltando assim a uma pintura medieval.
Contemplemos o notável Sandro Botticelli e o meu Dia de Reis em Florença.

FerdoS