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sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Galeria dos Ofícios...


Se vos disser galeria dos ofícios muitos de vós dirão 'Qual delas? Que ofícios? Conheço tantas!', mas se juntar um pouco mais de requinte e escrever A Galeria dos Ofícios então já poderei ver alguns sorrisos por aí.
Aos que ainda duvidam resta-me apenas colocar alguns nomes cruzados e estranhamente familiares...
Leonardo da Vinci ou Sandro Filipepi, mais conhecido como Botticelli... Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio ou Ticiano Vecellio... Filippo Lippi ou Paolo di Dono, mais conhecido como Paolo Uccello... Pieter Paul Rubens ou Harmenszoon van Rijn Rembrandt... Albrecht Dürer ou... tantos e tantos outros.
Certamente que já se sente o calor de Itália, um sabor a Toscana, um aroma a Florença e um sussurro a Medici.
Bem-vindos à Galleria degli Uffizi!


Vamos a um pouco de história...
A Galeria Uffizi foi inaugurada em 1580 e é um dos museus de pintura e escultura mais famosos e antigos do mundo.
A colecção de arte Primitiva e da Renascença compreende obras-primas aclamadas, incluindo trabalhos dos ilustres senhores acima referenciados, entre muitos outros.
A sua história está intimamente relacionada com a da família Medici.
Quando Cosimo Primeiro de Medici chegou ao poder em 1537, com apenas 18 anos, demonstrou extraordinárias habilidades políticas e militares, e logo se tornou senhor de quase toda a Toscana, onde Florença era o centro do Estado.
Dada a importância de Florença, seria necessário promover um imponente desenvolvimento urbano.


Cosimo pediu a Giorgio Vasari, um dos principais pintores e arquitetos da época, que construísse um edifício para sediar os escritórios administrativos da Toscana, os chamados ofícios (uffizi). No seu andar superior, o Grão Duque Francesco Primeiro criou a Galeria Uffizi, que foi enriquecida por vários membros da família Medici, grandes coleccionadores de pinturas, esculturas e obras de arte.
A sua construção é cheia de detalhes, o que mostra a riqueza dos Medici. O prédio, em formato de ferradura, é formado por duas longas alas paralelas interligadas por uma pequena área que beira o rio Arno. Um dos terraços da Galeria foi transformado num jardim suspenso, onde a corte se reunia no fim da tarde para escutar música (inexistente actualmente).
Para facilitar o trânsito entre a sua residência, Palazzo Pitti, e a galeria, os Medici construíram um corredor que liga os dois terrenos, passando por cima do rio Arno e por dentro de vários outros prédios. O Corredor Vasariano, como ficou conhecido, era um indicador do prestígio da família Medici, que construiu a sua própria forma de chegar ao centro administrativo do ducado sem precisar de escolta para se deslocar.
Com o fim da dinastia Medici no século XVIII, a colecção foi doada à cidade e a sua exibição foi reorganizada pelos duques de Lorraine, que passaram a governar a Toscana, e posteriormente pelo próprio Estado italiano.


O Grão Duque Cosimo Terceiro expandiu o edifício no século XVIII, abrindo galerias para auto-retratos, porcelanas, medalhas e bronzes. O museu também tinha uma ala dedicada à história natural, onde eram exibidos animais empalhados, múmias, ovos de avestruz e chifres de rinoceronte. No fim desse século uma reorganização foi promovida de acordo com critérios iluministas e a parte relacionada à ciência foi separada da parte artística.
Na segunda metade do século XIX, a tendência em transformar Uffizi numa galeria de pinturas acentuou-se, muitas esculturas renascentistas foram transferidas para o Museu Nacional de Bargello e as esculturas etruscas foram para o Museu Arqueológico.
Em 1993 um carro-bomba causou sérios danos em várias alas da galeria, prejudicando também o Corredor Vasariano.
Em 1998 foi realizado um concurso para reformar a galeria e nos próximos anos pretende-se realizar uma expansão para que esta passe a ocupar todo o primeiro andar de Uffizi. Com isso, espera-se que o número de visitantes, que chega a 4.000 pessoas por dia passe para cerca de 7.500. O número de obras expostas também vai aumentar, passando de 1.200 para 2.000.
A reter ficará sempre que a Galleria degli Uffizi hoje em dia é uma das maiores atrações turísticas de Florença e um dos mais importantes museus do mundo.

FerdoS

(Fonte: Galleria Uffizi e Wikipedia)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Arte Povera também por aqui...


Arte Povera, significa Arte Pobre e foi um movimento artístico italiano que se desenvolveu na segunda metade da década de 60. Este grupo de jovens artistas italianos, sitiados em Turim, Milão, Génova e Roma, usava materiais de pintura não convencionais, como por exemplo a areia, madeira, sacos, jornais, cordas, terra e trapos, com o intuito de empobrecer a pintura e eliminar quaisquer barreiras entre a arte e o dia-a-dia das pessoas. Esta corrente surje num momento em que os artistas se voltam para a natureza ou derivados, rompendo com os processos industriais, mostrando o empobrecimento de uma sociedade guiada pelo acumular de riquezas materiais. 
Os principais artistas desse movimento foram Michelangelo Pistoletto, Jannis Kounellis, Giovanni Anselmo, Giuseppe Penone, Giulio Paolini e Luciano Fabro. 
Um importante papel foi também desenvolvido pelo crítico de arte italiano Germano Celant, que inventou o termo Arte Povera em 1967 e tentou, incessantemente, encontrar-lhe uma definição. 
Os artistas da Arte Povera tiveram o mérito de desafiar os padrões da arte vigente, ocupando o espaço com seu transcendental e intemporal nível de realidade, criando uma interacção entre a obra e o seu espectador. 
E, não nos 60s mas desde os 80s, Arte Povera também por aqui.
FerdoS